Houve uma época em que crianças, médicos, enfermeiras, Ronald Reagan e até o Papai Noel apareciam em anúncios impressos e televisivos fumando ou em companhia de um cigarro. Até surgir a proibição nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos, Itália, Austrália e Reino Unido.
Outra época, ainda não proibida e marcante ocorreu nas décadas de 80 e 90 aqui no Brasil, em que a estratégia dos “reclames” (como eram chamados os vídeos publicitários) eram recheados de trilhas sonoras com muito hard rock, esporte radicais praticadas por pessoas saudáveis e felizes, como nos famosos vídeos do Hollywood. Ou então com um ar mais poético e cult ao som da guitarra de Joe Satriani como as realizadas pela marca Free. Além é claro, das campanhas convidativas ao seu mundo de aventura e liberdade, feitas pela Marlboro. “Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum”: Vender cada vez mais cigarros.
Anúncios impresos para revistas
Tamanho sucesso dos reclames do Hollywood que lançaram até o vinil com os grandes hits. As bandas que fizeram parte: Alessi, Peter Frampton, Journey, The Police, Santana, Whitesnake, Asia, Kansas, Toto, Bon Jovi, dentre outros.
Ironia do destino ou não, Eddie Van Halen, guitarrista e fundador da banda Van Halen, banda que marcou presença nos comerciais do Hollywood, adquiriu um câncer na língua devido ao cigarro e os dois cowboys (Wayne McLaren e David McLean) da Marlboro morreram também em decorrência do fumo.
Confira alguns vídeos e caso tenha no mínimo 30 anos, relembre sua infância ou adolescência.
Free. Poéticos e suaves.
Hollywood nos anos 90.
Malu Mader como garota propaganda da Larc (o vídeo está com uma qualidade muito baixa, mas serve para exemplificar).
“Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum. – Free. Questão de bom senso”.
Plaza. Referência aos filmes da época. Hilariante para quem está estudando Motion Graphics.
A Fórmula 1 teve forte presença com as marcas John Players Special, Camel, Hollywood, Rothmans e Marlboro. Patrocinando Fittipaldi, Senna, Piquet e depois num passado não muito distante: Barrichelo e Schumacher.
Para você, caro leitor, ter uma ideia de como era na época, em uma transmissão do Marlboro Grand Prix de Fórmula 1, em 1989, a marca Marlboro apareceu cerca de 5.933 vezes na televisão.
Vale lembrar que na época, grandes festivais de música como Hollywood Rock e Free Jazz Festival perderam espaço devido à proibição da lei de divulgação e acarretou no fortalecimento para as campanhas antitabagistas, desafiando assim o poder das grandes indústrias. Tais campanhas apelam abusando de muita criatividade, com intuito de mudar a mente do fumante.
Imagine o mundo sem cigarros.
Há algumas semanas atrás, o Dr. Drauzio Varella lançou um novo quadro no programa Fantástico da Rede Globo, chamada “Brasil sem cigarro”. Enquanto o comediante Danilo Gentilli, em resposta ao médico, lançou a campanha “Brasil sem Drauzio Varella” em que ele disse para o doutor parar de dizer às pessoas o que devem ou não fazer, virando um dos temas mais citados no Twitter.
Curiosidades:
Em 1615 no Japão, o cultivo e consumo do tabaco eram restritos e quem comercializasse era condenado à morte.
O famoso camelo das embalagens da Camel chama-se Old Joe, ele foi criado pelo artista inglês Billy Coultin em 1974.
Alguns slogans:
Free – “Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum. Free. Questão de bom senso.”
Hollywood – “Isto é Hollywood, O Sucesso”
Carlton lights – “Carlton lights, um raro prazer. Com baixos teores.”
Links de referência:



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