O DiaTipo Natal aconteceu no sábado, dia 10, na unidade III do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Mesmo com aquele tempinho de chuva e um friozinho gostoso, muita gente compareceu pontualmente as 8 horas da manhã, afim de ver todas as palestras maravilhosas que estavam para vir.
Os convidados dessa edição eram: Marina Chaccur, Francisco Martins, Ana Paula Megda, Crystian Cruz, Sarah Stutz, Ken Barber e Catherine Dixon. Para saber mais sobre cada um desses incríveis designers/professores/publicitários, veja aqui.
Vou falar sobre as algumas palestras, vamos lá!
Ken Barber
Ken Barber é typedesigner e fundador da House Industries. Seu trabalho é bem contemporâneo e de grande peso no cenário do design gráfico e no design de tipos de nossa geração. Bem humorado, Ken mostrou variados trabalhos que envolviam letreiramento, ilustração e muita cor, como sempre.
Os trabalhos da House Industries trazem uma cara única para cartões e publicações de mídia. Os detalhes são impressionantes: pinturas com pincéis, detalhes e desenhos perfeitos, letra a letra feitas a mão, e uma colorização sem igual, os trabalhos que a House Industries tem no portfólio são de dar inveja! Vale a pena conferir!

Além disso, Ken é sócio do Photo-Lettering, Inc., um serviço online que vende letterings bem interessantes e divertidos.
Twitter: @TypeLettering
Catherine Dixon
Não posso negar, ela é uma das minhas grandes inspirações. Adoro saber que temos uma designer e professora dessas lecionando por um tempo aqui no Brasil. Sinto-me honrada e triste por não ter aulas com ela!
A Palestra de Catherine foi bem uma aula de tipografia e reflexões de uma professora. Com seu jeito calmo e com palavras bem ditas, Catherine começou sua palestra com a frase “This much I know”. Ela discutiu a questão do “lecionar tipografia”. De como os alunos absorvem (ou não) as informações, sobre como seria a melhor maneira do professor se posicionar, além de suas opiniões sobre o que é ensinar tipografia, algumas definições básicas sobre, e uma lógica de ensino e raciocínio. Também comentou sobre a sua forma de pensar, o seu gosto por ter alunos que pensem sem sua interferência, somente levando consigo o que aprenderam de base com ela.
Também ressaltou o fato em que o professor tem que estar capacitado para lecionar o que é de seu cargo, e estar sempre atualizado às novas tecnologias e a tudo que envolva o que irá lecionar. Nada mais certo e justo, concorda?
Twitter @ThinkingType
Sarah Stutz
Sarah é formada em Design Gráfico pelo Centro Universitário Senac e fez seu mestrado na França. Por algumas oportunidades, ela foi morar na China, onde foi convidada a dar aulas no Raffle Institute.
Um mundo novo, que recentemente está se abrindo à exploração e ao ocidentalismo.
Quando ela chegou, não havia conhecimento sobre o padrão internacional, o que resultava em trabalhos “fofinhos”, mas sem nenhum apelo técnico e sem nenhum fundamento. Com Sarah, os alunos aprenderam a forma de raciocíno usada pela fonética do alfabeto latino, ao invés de imagético, como o usado por eles, além de aprender a inovar e pensar design mais profundamente, ligando os conceitos a arte, a diferenciação de tempos artísticos, entre outros. Um grande trabalho no qual me emocionei.
O evento se estendeu até 19:30, onde ocorreu sorteios e uma incrível mesa redonda com quase todos os palestrantes, mediado pela Priscila Farias, professora da FAU SP e do Centro Universitário Senac.
Um excelente trabalho está sendo feito com o DiaTipo. Além de abrir os olhos do mundo em relação ao assunto tipografia na América Latina, ainda proporciona aos estudantes e interessados se aprofundarem mais e assistir grandes nomes da tipografia e do design gráfico falando sobre suas vivências e trabalhos. Mal posso esperar pelo evento de 2012!
Se quiser assistir na íntegra todas a palestras e as telas azuis que teimaram a aparecer, veja aqui!.
Referências
Fotos: www.houseind.com/showandtell





















