SPFW – Backstages

“Correria” é a palavra que define tudo. Tive a plena certeza de que jamais quero ser fotojornalista. É uma bagunça só! Pra fotografar os desfiles, é preciso chegar com mais de meia hora de antecedência na fila do PIT (local reservado a fotógrafos e cinegrafistas) para pegar um bom lugar. É claro que o desgaste vale à pena quando as luzes se apagam e a mágica começa a fazer efeito na cabeça. É simplesmente inacreditável. Meu aperto ainda era maior porque, além de passarela, também fiz backstage de vários designers. E enquanto eu estava no backstage de um, a fila do PIT do próximo desfile ia aumentando. Se tivesse que escolher o quê fotografar, escolheria só o backstage, sem dúvida. Além da interação maravilhosa que acontece entre fotógrafos e modelos, o clima e a energia dos bastidores são impagáveis. É lá onde a coisa realmente acontece! Fiz o possível e o impossível para fotografar o máximo de desfiles e bastidores.

Mas tudo tem um preço: No quarto dia, depois de não ter comido direito e de ter ficado quase duas horas de pé na fila do backstage da Colcci, passei mal. Não há corpo que aguente a pressão. Culpa minha, confesso. Eu deveria ter fotografado apenas dois desfiles por dia, mas como sou desses bem loucos que quer todos os cliques possíveis, saí fotografando tudo o que me permitiam. O resultado foi os dois dias seguintes no hospital. Além da desidratação e do cansaço, um choque térmico. O ar condicionado fortíssimo da sala de desfiles e o calor de quase 30 graus do verão de São Paulo acabaram com minhas vias respiratórias. Por isso, minha dica pra quem quer ir no ano que vem: vá, mas não faça nada além da sua conta. O preço vem depois e não é bacana.

Infelizmente, ainda não posso divulgar todas as fotos de passarela. Assim que as imagens forem divulgadas no site da Runway, voltarei com mais informações e imagens sobre a experiência mais desgastante, glamorosa e perfeita que qualquer apaixonado por Fotografia e Moda pode ter na vida.

 

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